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REPRESENTAÇÃO DE VÍTIMAS — CRIME DIGITAL E FRAUDE — BUENOS AIRES (CABA E PROVÍNCIA)

Vítima de crime digital ou fraude na Argentina: como agir antes que as provas desapareçam

Em crime digital, o autor apaga os rastros. O tempo corre contra a vítima.

Se você foi vítima de fraude, estelionato digital, acesso indevido a contas, extorsão ou difusão não consentida de imagens na Argentina, constituir-se como querelante (CABA/Justiça Nacional) ou particular damnificado (Província) permite requerer a preservação urgente de dados, produzir prova digital especializada e controlar o curso da investigação.

A Argentina tipifica os crimes digitais no Código Penal: estelionato (Art. 172), acesso ilegítimo a sistemas informáticos (Art. 153 bis), extorsão (Arts. 168/169) e difusão não consentida de imagens íntimas (Lei 27.736, 2023). Terminologia próxima à brasileira; institutos e artigos distintos.

Qual foi o crime que você sofreu?

Cada modalidade tem estratégia probatória e tipificação próprias no direito argentino.

Fraude e estelionato digital

Golpes via marketplace, falsos vendedores, phishing bancário, clonagem de perfis para solicitar dinheiro, compras fraudulentas.

Tipificação argentina: Art. 172 CP (estafa) — com agravantes para meios informáticos.

Acesso indevido a contas e sistemas

Invasão de e-mail, redes sociais, contas bancárias ou sistemas corporativos sem autorização. Inclui sequestro de perfis (account takeover).

Tipificação argentina: Art. 153 bis CP (acesso ilegítimo a sistema informático).

Extorsão e sextorsão digital

Ameaças de divulgar imagens, conversas ou informações privadas para obter dinheiro ou mais material. Inclui sextorsão e chantagem online.

Tipificação argentina: Arts. 168/169 CP (extorsão) — com agravantes conforme o meio.

Difusão não consentida de imagens

Divulgação de fotos ou vídeos íntimos sem consentimento — também chamada de pornografia de vingança ou revenge porn.

Tipificação argentina: Lei 27.736 (2023) — crime autônomo com pena de prisão.

Fraude com criptomoedas

Esquemas de investimento falso, plataformas fraudulentas, pirâmides cripto, transferências extorquidas sob ameaça ou engano.

Tipificação argentina: Art. 172 CP (estafa) — prova exige análise de blockchain e perícia especializada.

Assédio, stalking e difamação digital

Perseguição sistemática por meios digitais, campanha de difamação coordenada, publicação de informações falsas para prejudicar.

Tipificação argentina: Arts. 109/110 CP (calúnia e injúria) e, conforme o caso, perseguição ou assédio digital (hostigamiento).

Sua situação não se encaixa claramente em nenhum dos tipos acima? Entre em contato — o enquadramento correto é parte do trabalho jurídico.

Por que a prova digital desaparece — e o que fazer nas primeiras 48h

Nos crimes físicos, a prova permanece no local por horas ou dias. Nos crimes digitais, ela pode deixar de existir em minutos — porque o autor a apaga ou porque os sistemas sobrescrevem os registros automaticamente. Sem uma medida judicial de preservação urgente, parte da prova essencial pode se tornar irrecuperável.

Provas com prazo muito curto

  • IPs e logs de acesso: ISPs e plataformas sobrescrevem registros em 30 a 90 dias — algumas em menos tempo.
  • Contas e perfis do autor: podem ser apagados ou modificados pelo autor a qualquer momento após o fato.
  • Registros de transações: exchanges de criptomoedas têm políticas de retenção variáveis; algumas apagam dados de usuários inativos.
  • Mensagens em plataformas: conversas podem ser deletadas pelo autor antes de qualquer ordem judicial.

O que o advogado da vítima pode requerer imediatamente

  • Medida de preservação de dados junto às plataformas e ISPs (ofício judicial com prazo de resposta).
  • Bloqueio preventivo de contas vinculadas ao autor em exchanges reguladas.
  • Rastreamento de IPs utilizados nas operações fraudulentas.
  • Captura certificada de perfis, publicações e conversas com valor probatório.

Captura de tela comum não tem valor probatório pleno na Argentina. É necessária a certificação notarial ou técnica da evidência digital para que seja admitida no processo. Não apague nada e entre em contato antes de qualquer outro passo.

Como atuamos como querelantes em crimes digitais

Preservação urgente

Requeremos imediatamente medidas cautelares para preservar dados em plataformas, ISPs e exchanges antes que sejam perdidos.

Perícia digital

Coordenamos peritos de parte para análise forense de dispositivos, blockchain e rastros digitais com padrões aceitos judicialmente.

Ofícios e diligências

Redigimos e impulsionamos ofícios a plataformas nacionais e internacionais, bancos e provedores para identificação e rastreamento do autor.

Controle do processo

Monitoramos o expediente, participamos das audiências e nos opomos a arquivamentos sem esgotamento das linhas investigativas.


Tipificação dos crimes digitais (CP argentino)

Conduta Artigo
Fraude / estelionato digital Art. 172 CP
Acesso ilegítimo a sistema informático Art. 153 bis CP
Extorsão digital / sextorsão Arts. 168/169 CP
Difusão não consentida de imagens Lei 27.736 (2023)
Calúnia e injúria digitais Arts. 109/110 CP
Lavagem via cripto (se aplicável) Art. 303 CP

A terminologia é próxima à brasileira, mas os artigos e os critérios de imputação pertencem ao Código Penal argentino e à legislação local.

Rastreamento de cripto e ativos digitais

Transações em criptomoedas são rastreáveis na blockchain — mas exigem análise forense especializada. Em casos que envolvam exchanges reguladas na Argentina (registradas na CNV — Comisión Nacional de Valores), é possível requerer via ofício judicial a identificação do titular da conta e o histórico de transações.

Para exchanges estrangeiras ou descentralizadas (DEXs), o caminho é mais complexo e depende de acordos de cooperação e análise on-chain. O escritório orienta sobre as possibilidades reais em cada caso. Não garantimos resultados.

O que enviar para avaliarmos seu caso

Não apague nada. Quanto mais você preservar, mais possibilidades teremos. Se só tem parte das informações, entre em contato assim mesmo.

Dados do fato

  • Data e horário em que o fato ocorreu ou foi descoberto.
  • Plataforma ou canal utilizado (app, rede social, e-mail, site).
  • Valor envolvido (se for fraude patrimonial).
  • Número do processo / IPP / boletim de ocorrência (se já registrado).
  • Dados do autor (usuário, endereço de e-mail, perfil, número de conta) — se tiver.

Provas disponíveis

  • Capturas de tela (não apague os originais; capturas servirão para orientação inicial).
  • Conversas, e-mails, áudios ou arquivos trocados.
  • Comprovantes de transferência, extratos, hash de transação cripto.
  • Links de perfis, páginas ou publicações (antes de serem removidos).
  • Dispositivo onde ocorreu o crime (não formatar nem restaurar).
ENVIAR DADOS PELO WHATSAPP

Tratamos as informações com sigilo e critério profissional.
Escritório argentino. Atendimento em português para casos na Argentina.

Já está no Brasil? Pode iniciar a representação sem viajar à Argentina.

Em crimes digitais, é especialmente comum que a vítima já esteja no Brasil quando descobre o fato ou decide agir — seja porque era turista, seja porque o crime continuou a produzir efeitos depois do retorno. Isso não impede a representação como querelante na Argentina.

A procuração pode ser outorgada sem sair do Brasil, por meio de Procuração com Apostila de Haia (lavrada em cartório brasileiro e apostilada) ou, em alguns casos, via Consulado Argentino mais próximo. A partir daí, assumimos a representação integralmente e mantemos você atualizado em português por WhatsApp ou e-mail.

Perguntas frequentes

Sim. A Argentina tipifica os principais crimes digitais no Código Penal: estelionato digital e fraude (Art. 172), acesso ilegítimo a sistemas informáticos (Art. 153 bis), extorsão — incluindo modalidades digitais — (Arts. 168/169), e a difusão não consentida de imagens íntimas está regulada pela Lei 27.736 (2023). Cada tipo tem requisitos próprios de imputação.

Em Buenos Aires (CABA e Justiça Nacional) a vítima pode se constituir como querellante; na Província como particular damnificado. Isso permite requerer preservação urgente de dados digitais antes que sejam apagados, solicitar ofícios a plataformas e ISPs, propor perícias técnicas e controlar as decisões do Ministério Público — incluindo eventual arquivamento.

Porque as provas digitais são efêmeras por natureza. IPs e logs de acesso são sobrescritos em semanas; contas e perfis podem ser apagados a qualquer momento pelo autor; carteiras de criptomoedas se movem em segundos. Sem uma medida judicial de preservação rápida, parte da prova essencial pode deixar de existir. Agir nas primeiras 48 a 72 horas costuma ser determinante.

É a divulgação de imagens ou vídeos íntimos sem o consentimento da pessoa. A Argentina tipificou essa conduta como crime autônomo na Lei 27.736 (2023), com penas de prisão. A vítima pode atuar no processo penal como querelante e, em paralelo, buscar tutela civil para remoção do conteúdo.

Sim. A nacionalidade não é requisito para se constituir como querelante ou particular damnificado na Argentina. O escritório atende em português e orienta sobre os passos específicos, incluindo casos em que o crime ocorreu na Argentina mas a vítima já retornou ao Brasil, com possibilidade de outorga de procuração por via consular ou com Apostila de Haia.

Em parte. Transferências bancárias na Argentina podem ser rastreadas via ofício judicial a instituições financeiras. Transações em criptomoedas são rastreáveis na blockchain, mas exigem análise forense especializada. Em casos que envolvam exchanges reguladas na Argentina (registradas na CNV), é possível solicitar a identificação do titular e o histórico de transações via ofício judicial. Para exchanges estrangeiras ou descentralizadas, o caminho é mais complexo. Não garantimos resultados, mas existem ferramentas processuais concretas.

Os rastros digitais somem. Aja agora.

Em crime digital, cada hora sem preservação de dados é uma prova a menos. Entre em contato e diremos o que pode ser feito para garantir a evidência e iniciar a representação como querelante.

Atendimento Personalizado
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